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A obesidade é uma pandemia mundial, e com portadores de Síndrome de Down (SD) não é diferente. Considera-se que a frequência nesse grupo é 2 a 3 vezes maior, mas depende da região estudada, da cultura, da comunidade inserida. Segundo o educador físico Fabio Bertapelli, uma criança com 16% de gordura aos 3 anos pode passar a ter 45% aos 5 anos. E se você tem um aumento de gordura na infância, a chance de desenvolver obesidade na adolescência e na fase adulta é muito grande.

Porque isso ocorre?

• Taxa metabólica basal mais baixa, ou seja, o gasto energético em repouso deles é bem menor.

• A diminuição da massa muscular, hipotonia, atraso motor podem dificultar a realização de atividade física.

• Presença de comorbidades como as cardiopatias que podem restringir a realização de atividade física.

• Alguns indivíduos têm baixo nível do hormônio chamado Leptina (produzido pelas células adiposas para controlar a saciedade). Logo, essas crianças passam a comer mais e, consequentemente, a gordura corporal aumenta.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Esses fatores são complexos e ainda merecem mais estudo e discussão. A prevenção é fundamental para diminuir o risco de complicações como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, além de questões psicológicas. A família tem então um papel fundamental nesse contexto, cuidando da alimentação do seu filho desde muito cedoe buscando nutricionistas habilitados para obter uma dieta equilibrada.  Além disso, o incentivo a prática de exercícios físicos adequados é imprescindível. A informação e a autonomia são os grandes segredos.

Annelise Barreto – Endocrino-pediatra
CRM 8336 | RQE 3905

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